“Então, respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.” (Mt 15.21-28).
A verdadeira perseverança é um atributo característico apenas de quem vive pela fé, e pode ajudar o indivíduo a perseguir seus objetivos, sem desistir, até conquistá-lo.
A bíblia narra a história de uma mulher Cananéia (não pertencia ao povo judeu) que buscou socorro em Cristo pela sua filha que estava terrivelmente endemoninhada. Enfrentando um aparente descaso por parte do Mestre, não obteve de pronto sua petição atendida por Ele, que, de certo modo, resistiu em atendê-la, alegando não ser merecedora de sua ajuda. Entretanto, devido a sua perseverança, obteve de Cristo não apenas sua benção, mas também um reconhecimento pela grandiosidade de sua fé.
Muitas pessoas desejam ser perseverantes, mas esquecem que sem a fé para embasar sua perseverança tendem a se desanimar diante das inúmeras dificuldades da vida. A fé viva no Senhor Jesus (oriunda da Palavra), faz a pessoa prosseguir em seus ideais, desde que eles estejam dentro da vontade de Deus, dando-lhe força para ir além de seus sentimentos, razão ou circunstâncias contrárias, pois a leva a confiar no amor e no poder do Senhor ao seu favor, levando-a, desta forma, a perseverar diante das dificuldades.
Assim, podemos crer que a fé verdadeira sustenta a perseverança de alguém que persegue um ideal (benção), fazendo-o conquistar seus objetivos e honrando-o ao final de sua insistência e batalha, pois a Deus nada é impossível.
“Depois, disse Faraó a José: (...) ninguém há tão entendido e sábio como tu. Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo meu povo” (Gn 41.39-40).
Sem dúvida alguma, a verdadeira fé não é apenas falada, mas vivenciada na prática. E ao ser executada, seus praticantes adquirem características peculiares marcantes, como, por exemplo, tornam-se pacientes diante das adversidades.
José é um exemplo bíblico de que pessoas de fé possuem paciência. Por meio de sonhos, obteve um ideal para sua vida. No entanto, as circunstâncias o fizeram viver completamente o oposto do que cria, pois foi prejudicado por seus próprios irmãos, vendido ao Egito, caluniado e preso injustamente. Mas pela sua fé, manteve-se fiel a Deus, sendo paciente diante das crises enfrentadas, esperando pelo livramento divino. E ao final, Deus o honrou tornando-o governador do Egito.
Quando exercemos fé no Senhor, ainda que aos nossos olhos tudo esteja em desacordo com o planejado e fora do tempo que delimitamos, conseguimos sentir paz em nosso interior, pois esperamos o cumprimento da benção, crendo que Ele reverterá as circunstâncias desfavoráveis. Essa espera em Deus torna-nos pacientes. Além disso, um dos nove “fruto” do Espírito é a paciência (Gl 5.22), que surge quando o cristão permite ser frutificado pela atuação de Deus em sua vida. Em momentos difíceis, não é raro um cristão dizer que sua paciência se esgotou, mas isso é incoerente, pois ela não pode se esgotar, já que é um fruto do Espírito Santo que habita nele. Então, se disser tal frase, seria como afirmar que o Espírito Santo não faz morada em si próprio ou que não o frutificou ainda.
Portanto, devemos fazer uso da Fé para continuarmos esperando no Senhor, pois, por certo, cumprirá seu propósito em nossa vida e nos responderá, como disse o salmista: “Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor” (Sl 40.1).